Case de sucesso: como destravamos um projeto de 3 anos e colocamos a plataforma pronta para comercialização em 1 ano
O dia em que a empresa percebe que “estar desenvolvendo” não significa “estar chegando”
A história começa do jeito mais comum: um projeto que já consumiu tempo, energia e orçamento. E que, mesmo assim, ainda não virou produto vendável.
No caso deste cliente, a ideia era uma plataforma de gestão de oficinas mecânicas. Algo que, quando funciona, mexe com o coração da operação: ordem de serviço, acompanhamento de execução, organização interna, visão para o gestor.
O projeto estava há cerca de 3 anos em desenvolvimento. Só que a sensação era sempre a mesma: falta pouco, mas nunca fica pronto.
Para o negócio, isso tem um custo bem concreto:
- o comercial não consegue prometer com segurança
- a operação não entra em rotina porque “ainda vai mudar”
- a liderança perde previsibilidade de investimento
- a equipe vive em modo de urgência e correção
Quando o cliente procurou a CodeOn, o pedido não era “vamos fazer um sistema melhor”. Era mais direto: o que precisa acontecer para finalizar, colocar no mercado e evoluir com controle.
O que estava travando de verdade
O ponto central não era tecnologia. Era clareza e execução.
Havia uma dificuldade importante de expertise para entender a necessidade com profundidade e traduzir isso em um plano de entrega que fizesse sentido para o produto. Na prática, isso costuma gerar três sintomas:
- Escopo que cresce, mas não fecha Sempre tem mais uma parte “essencial” antes de lançar.
- Decisão lenta Muitas discussões e poucas definições do que entra agora e do que fica para depois.
- Entregas grandes demais para validar tarde demais Quando o usuário vê algo utilizável, já passou tempo suficiente para o contexto ter mudado.
Sem um recorte claro, o projeto vira uma maratona sem linha de chegada.
A mudança de rota: módulo, prioridade e ritmo
A atuação da CodeOn começou com um alinhamento simples e objetivo: o que significa “pronto para comercialização” para esse produto.
A partir daí, três movimentos estruturaram a retomada.
1) Otimização do time para ganhar tração
O foco foi ajustar o time para o que o projeto precisava naquele momento.
O objetivo era reduzir desperdício, organizar responsabilidades e aumentar a taxa de entrega. Menos tempo interpretando demanda e mais tempo colocando coisa utilizável na mão do negócio.
2) Quebra por módulos com começo, meio e fim
Em vez de tentar entregar “a plataforma inteira”, o trabalho foi dividido por módulos.
Isso muda o jogo para um gestor porque:
- cada módulo tem um objetivo claro
- dá para aprovar e colocar em uso por partes
- fica mais fácil decidir prioridade com base em impacto
- o risco de “ficar quase pronto” diminui
3) Foco em prioridades ligadas à venda e uso real
Toda priorização passava por uma régua simples: isso deixa a plataforma mais pronta para ser vendida e operada por uma oficina real?
Esse tipo de pergunta evita o clássico desvio do projeto, quando ele tenta resolver tudo para todo mundo antes de ter um produto consistente no mercado.
O marco dos 4 meses: 50% do escopo inicial entregue
Em projetos que estavam travados, um dos indicadores mais importantes é recuperar confiança com evidência de avanço.
Em cerca de 4 meses, 50% do escopo inicial já estava entregue.
Isso não é só “percentual”. Na prática, costuma destravar:
- conversa comercial com base no que já existe
- planejamento de lançamento com menos achismo
- participação do time de negócio, porque ele passa a ver retorno
- decisões mais rápidas, porque fica claro o que está funcionando e o que não está
A entrega em 1 ano: produto pronto para comercialização, mais app híbrido e novas funcionalidades
Ao longo de 1 ano, o que estava pendente foi concluído e o produto chegou no nível necessário para ser comercializado.
Além disso, foram construídas novas funcionalidades e um aplicativo híbrido para a plataforma.
Aplicativo híbrido, aqui, é um app feito para rodar em mais de um sistema operacional, com uma base única. Do ponto de vista de negócio, ele tende a acelerar entrega e facilitar evolução, principalmente quando você quer colocar uso na ponta com menos fricção.
O resultado final foi uma mudança de patamar: de projeto interminável para produto operável, vendável e com esteira de evolução.
O que esse case ensina para quem tem um projeto parado na sua empresa
Nem todo projeto travado está “tecnicamente errado”. Muitos estão gerencialmente sem trilho.
Algumas lições que valem para vários setores:
Pronto para vender é diferente de perfeito
Perfeito é uma meta móvel. Vendável é uma definição objetiva.
Quando a empresa define o que é vendável, a conversa muda de opinião para decisão.
Modularizar reduz risco e dá previsibilidade
Módulos ajudam a criar uma sequência de entregas que o negócio entende e consegue aprovar.
Otimizar o time costuma gerar mais resultado do que aumentar o time
Em projeto com baixa clareza, mais gente pode aumentar ruído.
Otimização significa clareza de prioridade, responsabilidades bem definidas e rotina de validação que evita retrabalho.
O custo de não agir vai além do orçamento
Quando um projeto fica anos sem chegar no mercado, o custo aparece em vários lugares:
- atraso de receita
- perda de janela competitiva
- desgaste interno e troca de equipe
- perda de confiança em projetos digitais como um todo
Erros comuns ao tentar “salvar” um projeto longo
Algumas armadilhas que aparecem com frequência:
- Recomeçar do zero por frustração Às vezes é necessário, mas muitas vezes dá para aproveitar parte do que existe. O segredo é separar o que tem valor do que só gera manutenção.
- Tentar fechar tudo antes de lançar Isso prende o projeto em um ciclo de ajustes intermináveis.
- Não definir governança de prioridade Se qualquer demanda entra como urgente, nenhuma entrega fecha.
Próximo passo prático para quem está com um projeto travado
Se você tem um projeto que já passou do ponto, faça um exercício simples em uma reunião de 60 minutos:
- Liste o que precisa existir para o produto ser vendável e usável, em linguagem de negócio
- Marque o que é obrigatório e o que é melhoria
- Quebre o obrigatório em módulos com entregas menores
- Escolha um primeiro marco de 30 a 60 dias que você consiga demonstrar para usuários reais
Esse marco curto é o que separa retomada de promessa.
Onde a CodeOn entra nesse tipo de cenário
A CodeOn costuma ajudar quando a empresa precisa de tração e previsibilidade, especialmente em retomada de projetos que ficaram tempo demais sem linha de chegada.
Na prática, a gente costuma apoiar com:
- diagnóstico do que está travando e do que é reaproveitável
- recorte do que torna o produto vendável, sem inflar escopo
- planejamento por módulos com prioridades claras
- sustentação e evolução depois do lançamento, para o produto não “morrer” na primeira versão
Se você quiser, dá para fazer uma conversa rápida de diagnóstico para olhar o seu cenário e sair com um plano de retomada enxuto, com marcos e critérios de pronto que o negócio consegue acompanhar.