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Como montar uma rotina de acompanhamento que caiba em 30 min por semana

O peso de não saber o que está acontecendo

A cena é clássica: você entra em uma reunião de acompanhamento e, em dez minutos, a conversa vira um emaranhado de termos que não dizem nada sobre o prazo ou o orçamento. O resultado é aquela sensação incômoda de que a tecnologia é uma "caixa preta" onde o dinheiro entra, mas a previsibilidade raramente sai.

O custo de manter as coisas assim não é apenas o estresse. É o custo de oportunidade. Cada semana que você gasta tentando decifrar o que o time de desenvolvimento está fazendo é uma semana a menos focando na estratégia de vendas ou na expansão da operação. Sem uma rotina clara, os problemas só chegam até você quando já são crises, e aí o conserto custa o triplo do preço.

A estrutura dos 30 minutos: o que realmente importa

Para um gestor, acompanhar tecnologia não é sobre entender o código, mas sobre gerir riscos e entregas. Você pode resolver isso com três perguntas rápidas que cabem em uma conversa de meia hora ou em um dashboard simples.

1. O que ficou pronto para o cliente? (10 minutos)

Software que não está na mão do usuário não tem valor. Esqueça porcentagens como "80% concluído". O que importa é: o que foi liberado esta semana que o meu cliente (interno ou externo) já consegue usar? Se a resposta for "nada", você precisa entender se o time está fatiando as tarefas de forma muito grande ou se existe um gargalo de aprovação.

2. O que está travando o progresso? (10 minutos)

Em tecnologia, o maior inimigo não é a complexidade, é o bloqueio. Pergunte diretamente: "Existe alguma decisão de negócio, falta de acesso ou definição que está impedindo o time de avançar?". Muitas vezes, o projeto para porque o time técnico está esperando uma resposta simples que está parada na sua mesa ou na de outro diretor.

3. O risco financeiro e de prazo mudou? (10 minutos)

A cada semana, a percepção de realidade muda. Pergunte se surgiu algum imprevisto que altere a data de entrega final ou o custo estimado. É melhor saber hoje que o projeto vai atrasar duas semanas do que descobrir isso na véspera do lançamento.

O que evitar para não perder o foco

O erro mais comum é mergulhar no operacional. Se você começar a discutir a cor de um botão ou o nome de um campo no banco de dados, seus 30 minutos vão virar duas horas e você sairá da reunião sem as respostas estratégicas.

Outra armadilha é aceitar métricas de vaidade. "Fizemos 50 commits de código" soa produtivo, mas não significa que o negócio evoluiu. Mantenha o foco em resultados que o seu financeiro ou o seu comercial consigam entender.

Como começar na próxima segunda-feira

Você não precisa de um sistema complexo para mudar isso. Comece pedindo um reporte de três parágrafos antes da sua reunião semanal: o que entregamos, o que nos trava e qual o novo prazo estimado.

Se você sente que a sua estrutura atual de tecnologia ainda é essa "caixa preta" e os 30 minutos parecem impossíveis porque tudo é confuso demais, talvez o problema esteja na base da sua sustentação.

Na CodeOn, a gente ajuda empresas a clarear esse cenário. Fazemos um diagnóstico rápido da sua operação para entender onde a comunicação está rompida e como transformar o desenvolvimento em algo previsível. Se quiser bater um papo rápido sobre como estamos simplificando a gestão de tecnologia para outros diretores, vamos conversar. Às vezes, uma visão externa é o que falta para você parar de apagar incêndios e voltar a assinar os cheques com confiança.